Arquivo X (2ª Parte)

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UMA MENTIRA VERDADEIRA

'The X Files, I wanted To Believe' UK Film Premiere: - ArrivalsAlgumas estórias de Arquivo X eram tão bem elaboradas, que ganhavam o crédito da dúvida se realmente aconteceram. Mas afinal, a série era baseada em algum fato? A resposta mais adequada seria SIM e NÃO.

Uma boa parte dessas estórias surgiram da mente criativa de Chris Carter e outros colaboradores, mas a maioria dos episódios tinham como base, alguns acontecimentos arquivados pela maioria das agências de investigação do mundo, como CIA, FBI e KGB, entre outras.

O autor, Chris Carter, tinha apenas alguns depoimentos de pessoas que já haviam trabalhado nesses departamentos de investigação, em associações de UFOs entre outros órgãos não-oficiais. Mas a verdadeira fórmula de Arquivo X foi a existência real de um conjunto de arquivos secretos do FBI, denominada como “O Cofre” (ou “The Vault”); que até recentemente foi liberada para o público, mais de 2 mil documentos secretos. Isso só foi possível graças à Lei de Liberdade de Informação (FOIA). Clique aqui para acessar o artigo direto do site do FBI, nos Estados Unidos (texto em inglês).

Entre tantos momentos interessantes e curiosos da série, destacamos o primeiro episódio da sexta temporada: “The Beginning”, onde aparece um operador de usina nuclear, careca e barrigudo, chamado “Homer”, que só vivia dormindo durante o seu turno. Alguma semelhança?

xfilesUMA SÉRIE, TRÊS FASES…

Mas infelizmente, quando uma série (ou filme) faz muito sucesso, alguns autores, atores e produtores, começam a querer “inovar” demais e perdem o foco. As razões para estas “fatalidades” são muitas, entre elas: estrelismo de algum protagonista (por saber que a série está dando lucro), falta de criatividade e bom senso ao escrever as histórias, influência direta de produtores “pressionadores” e desinformados sobre a série e finalmente, o verdadeiro vilão de todas as séries de TV: baixa audiência.

Fase um: Da 1ª a 5ªtemporada

A série tinha tudo para dar certo… e deu, pelo menos até a quinta temporada. Os episódios bem elaborados, com clima de suspense e mistério não eram os únicos pontos positivos. Mas os atores também contribuíram e sabiam da “fidelidade” do público com a série. Porém, esse pequeno detalhe subiu a cabeça de David Duchovny cedo demais.

david-duchovnyPARA CADA ABDUÇÃO, UM FLASH!

Após ser considerado “sexy symbol” e ícone do seriado, Duchovny percebeu (ou não) uma oportunidade de deslanchar sua carreira para o cinema. E motivado, sabe-se lá por quem, começou a dedicar-se a projetos paralelos no cinema, que para ele, eram mais interessantes do que “um simples seriado de sucesso”. Mas na verdade, ninguém sabe ao certo o que se passou na cabeça do intérprete do agente Fox Mulder, pois seus trabalhos na telona não eram  significativos para sua carreira e tão pouco lucrativos para os estúdios. E por ironia, a vida de Duchovny no cinema acabou tornando-se um “mistério”. sexy_gillian_anderson_1280x1024

Talvez tudo tenha sido culpa do empresário em querer ganhar mais em cima de Duchovny ou quem sabe, ele teve medo de tornar-se ator de um só personagem (leia mais sobre este assunto aqui). Até sua companheira de elenco, Gillian Anderson, também tentou ingressar no mundo da música (sim! veja o clip) e na telona com outros trabalhos. Mas seja o que for, além das oportunidades terem sido mal aproveitadas, já era tarde demais para a dupla, pois a série não existiria sem eles.

Após muitos acordos com os produtores, David Duchovny começou a reduzir suas aparições na série a partir da sexta temporada. E em uma tentativa frustrada de encobrir isso, alguns escritores tiveram a brilhante ideia de “abduzir” (=sumir) o protagonista, para que ele aparecesse de vez em quando na Terra (=série). Porém, mal eles sabiam que os extraterrestres também estavam levando a audiência para bem longe.

doggetFase dois: Da 6ª a 9ª temporada

Qualquer série de televisão, com quase dez anos no ar, passa por diversas fases boas e ruins. E com Arquivo X não seria diferente… mas poderia ter durado muito mais. O declínio precoce da série surgiu a partir da sexta temporada e agravou-se mais rápido na sétima temporada em diante, quando o estrelismo do ator David Duchovny realmente pegou todo mundo de jeito quando ele começou a exigir mai$ e com isso, quase nem dava as caras na série. A partir de então, foi uma sucessão de desacertos, deixando a “batata quente” na mão da pobre Gillian Anderson, que esforçava-se muito para tentar segurar a série sozinha. Mas somente depois de algum tempo, os produtores perceberam que a fórmula foi alterada drasticamente, foi quando resolveram adicionar um novo ingrediente pra ver no que dava: um novo parceiro para Scully, o agente John Dogget, interpretado por Robert Patrick (o ciborgue líquido T-1000, do filme O Exterminador do Futuro 2). O novo personagem funcionava como um novo contra-peso para a agente Scully, porém de uma maneira “invertida”. Agora era ela quem elaborava as hipóteses mais incomuns, enquanto Dogget era totalmente ceticista. Uma solução controversa que ganhou a antipatia dos fãs. Além desse péssimo paliativo, as estórias começaram a ficar desinteressantes e com muita enrolação. A única novidade era que Arquivo X estava chegando ao fim.

Continua na próxima semana.

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