Arquivo X (1ª Parte)

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Antes de comentarmos sobre esta série, os filmeiros de plantão hão de concordar conosco que Arquivo X divide-se em 3 partes:

1) Da 1ª a 5ª temporada;

2) Da 6ª à 9ª temporada;

3) e os filmes para cinema.

Então, como a competente legista Scully diria, vamos fazer uma pequena autópsia, em três partes, sobre a série de televisão mais popular e invejada dos últimos anos.

A VERDADE ESTAVA LÁ FORA…

A série Arquivo X estreou no Brasil em 1993 e contava as estórias dos agentes do FBI, Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson), que desvendavam casos inexplicáveis e não solucionados; como fenômenos paranormais, mutação genética e até conspirações alienígenas contra a humanidade.

Estes arquivos “esquecidos” eram classificados como “Arquivos X” e durante anos, ficaram guardados em uma pequena sala no prédio do FBI, até que o agente Mulder conseguiu permissão para reabri-los, na esperança de descobrir alguma pista da “abdução” de sua irmã.

Xfiles-FoxMulder-small O excêntrico

Durante muitos anos, o agente Fox Mulder buscou informações sobre o paradeiro da sua irmã Samantha, vítima de uma suposta abdução extraterrestre. E depois de investigar muitos acontecimentos similares e especular diversas teorias sobre o caso, Mulder acabou tornando-se um teórico invicto, com postura menos extrovertida e “mente mais aberta” para certos fatos. E como especialista em traçar perfis criminosos, ele também adquiriu uma grande facilidade em formular hipóteses para a maioria dos casos que não tinham explicação aparente. A sua obsessiva dedicação aos Arquivos X é uma clara motivação para encontrar algo relacionado à sua irmã.

A céticascully

Desde o princípio, a agente e médica legista Dana Scully, foi designada aos Arquivos X para vigiar e “desacreditar” o agente Mulder em suas investigações. Mas sem perceber a real finalidade de sua missão, Scully acaba conhecendo melhor o agente Mulder; criando um grande laço de amizade e afinidade e tornando-se a sua principal aliada. Extremamente competente como médica legista, Dana Scully torna-se, por muitas vezes, o lado racional que Mulder nunca teve.

i_want_to_believe_01EU QUERO ACREDITAR

Durante as investigações, os “desacreditados” agentes começavam a descobrir (na maioria das vezes, acidentalmente), fatos obscuros e comprometedores envolvendo pessoas do alto escalão do governo. O que despertava a atenção de vários órgãos federais e “sociedades secretas”, colocando a vida da dupla em perigo.

Mulder e Scully utilizavam diversos métodos e poucos amigos confiáveis para desvendar e expor essas verdades, entre eles, o diretor-assistente Skinner (Mitch Pileggi), os misteriosos informantes do governo de codinomes: “Garganta Profunda” (Jerry Hardin) e “Senhor X” (Steven Williams); e claro, o trio de hackers “Pistoleiros Solitários” (Bruce Harwood, Dean Haglund e Tom Braidwood), que anos mais tarde teriam a sua própria série.

mark snow

Nota: A inconfundível música de abertura, composta por Mark Snow, é outra característica à parte. Além de ser uma das mais marcantes de todas as séries, também é (até hoje) uma das mais utilizadas por programas de televisão e rádio, quando refere-se à algo inexplicável.

QUEM FAZ PRIMEIRO “AINDA” FAZ MELHORKolchak

Apesar da existência de algumas séries mais antigas no gênero, como a clássica Além da Imaginação (1959) e Kolchak e os Demônios da Noite (1974), Arquivo X foi a primeira série para televisão que conseguiu preencher, de maneira moderna e eficaz, a lacuna que existia de uma série que contasse estórias de fantasmas, serial-killers paranormais, alienígenas, etc.
Graças a este oportuno e a tantos outros fatores, Arquivo X tornou-se a “mãe” de todas as séries do gênero, tendo como “pai”, o criativo autor e diretor Chris Carter, que escreveu a maioria dos episódios.

Por tudo isso, algumas séries mais atuais como Supernatural (2005), Ghost Whisperer (2005), Fringe (2008), entre outras tantas, não conseguem esconder a influência de Arquivo X em suas estórias, afinal, a série de Chris Carter definiu e explorou de maneira brilhante e criativa, todos os elementos que seus “filhotes” estão propondo novamente. A prova disso é a abertura do episódio S06 x E09, da série Supernatural, que fazem uma clara homenagem (ou referência) à Arquivo X (Veja o vídeo  aqui).

Clique aqui para ver a 2ª parte da matéria.

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